22 dezembro 2010
16 novembro 2010
Despertar
"Alguém me disse - já não consigo me recordar quem foi - que era maravilhoso o fato de, quando se acorda cedo pela manhã, ao menos de um modo geral, encontrar tudo no mesmo lugar em que foi deixado na noite anterior. No sono e no sonho, pelo menos aparentemente, a gente se acha em um estado essencialmente diferente da vigília, e conforme aquele homem disse, aliás com muita razão, é necessária uma presença de espírito infinita, ou melhor, presteza para, ao abrir os olhos, de certo modo apreender tudo o que ali está, no mesmo lugar em que foi abandonado ao anoitecer. Por isso, também, é o que o momento do despertar seria o momento mais arriscado do dia; uma vez superado, sem que se tenha sido deslocado do lugar em que está para outro lugar, a gente pode encarar consolado todo o resto do dia." [KAFKA, Franz. O processo, página 289 em referência à ppágina 25]
12 novembro 2010
(...)De vez em quando...
"(...) De vez em quando todo mundo tem um daqueles dias em que tudo é em vão... uma série de frustrações do início ao fim; e quem sabe se cuidar fica escondido num canto seguro em dias como esse, só de olho. Talvez pensando um pouco. Recostado numa cadeira barata, distante do tráfego, abrindo preguiçosamente umas cinco ou oito Budweisers... fumando um pacote inteiro de Malboros longos, comendo um sanduíche de manteiga de amendoim. (....) [THOMPSON, Hunter S. Medo e Delírio em Las Vegas: Uma jornada selvagem ao coração do Sonho Americano. Porto Alegre, RS: L&PM POCKET, 2010, p.214]
30 outubro 2010
O amor continua...
... mesmo que a cor do meu cabelo mude, que eu engorde ou emagreça, que você tenha ou não barba, que você tenha uns fios de cabelo a menos, que a gente esteja quebrado ou rico, com mestrado ou somente com freelas fotográficos ... O que importa aqui somos eu, você e nosso amor. Ah e claro... a Tifa né? ;)
Te amo vida. Todos os dias.
18 outubro 2010
Escolhas
Toda mudança se mostra difícil. Os motivos, obviamente, são vários. Apego, medo da mudança de rotina, esperança de que as coisas podem simplesmente se resolver sozinhas, enfim, muita coisa. Mas se a gente não muda, se a gente não age a situação continua e se perpetua. Nem sempre isso é bom.Deixei de falar com muitas pessoas nessa vida. Deixei também de fazer várias coisas que fazia. Escolha minha. Pelo meu bem, pelo bem do meu relacionamento, pela minha vida. Não foi fácil e nem sempre é. Porque na verdade, vez ou outra você pensa como seria diferente "se". Mas não troco minha vida de hoje pela vida de antes (ok, talvez eu pegasse só os lugares que conheci porque AMO viajar de paixão e faz tempo que não faço isso).
Não troco pelo simples motivo que sou feliz exatamente assim do jeito que sou, com a vida que levo (as pessoas entendo ou não, gostando ou não). Aprendi que da minha vida, sem ofensas, cuido eu.
Muitas pessoas já me perguntaram: "Por que anda mais quieta? Por que não fala com esse ou com esse?" Ué, a gente simplesmente não precisa fazer da nossa vida um livro público, falar aos quatro cantos. A gente fala o que dá pra falar e com quem acha que é possível conversar, que tem um mínimo de afinidades comigo e também com o meu amor.
Um sacrifício? Talvez. Não sei se encaro assim. Acredito que quando a gente ama abre mão de algumas coisas porque vê além do momento. Vê algo lá na frente, vê uma vida junto. E tudo mundo (com ou sem filhos). Um casal se apóia sempre. Nem todo mundo acredita nisso e nem todo mundo pratica isso também, mas tudo bem. Cada um faz o que pode e o que acha que deve. ;)
Assinar:
Postagens (Atom)
